Porque há textos que nos trazem nostalgia, aqui vai um dos primeiros publicados neste blog, pouco tempo após a morte do meu pai:
- Lembras-te amor do dia em que te conheci?
- Éramos ainda crianças….
- Mas nesse instante soube que te amaria para sempre.
- Não eram tempos fáceis, mas o nosso amor acabou por vencer. Encheste-te de coragem e foste pedir-me em casamento…
- Levei dois amigos. Todos sabiam que o teu pai tinha uma arma e eu não sabia o que esperar.
- Marcámos casamento, mas a guerra meteu-se entre nós e eu todos os dias rezava para não te perder na batalha. Acabei por perder-te noutra…
- Enganas-te amor. Tudo aquilo que é maior do que o infinito não acaba com o último sopro de vida. Estamos apenas separados pela presença física. Nunca duvides que estou e estarei junto de ti.
- Ainda assim, queria-te aqui.
- Sabes…apesar de tudo somos privilegiados. Quantos como nós conheceram o verdadeiro amor e souberam mantê-lo aceso na eternidade? Não tivemos riqueza material, mas conquistámos o maior tesouro de todos. Por isso, sempre que estiveres triste lembra-te do que alcançámos juntos. Das nossas filhas, dos nossos netos e de todas as marcas que deixámos nesse mundo. Um dia, descobrirás que existe muito mais para além disso e conhecerás a liberdade completa. Não temas enfrentar o desconhecido. Levar-te ei pela mão.