Todos nós temos factos curiosos na nossa vida. Um dos meus tem a ver com o nome. Quando me foram registar, os meus pais queriam colocar-me o nome Sílvia, mas o funcionário do registo implicou que estava na lista nos nomes não autorizados e lá ficou o nome Silvina, que me acompanhou todo o ensino primário.
Nas ferias de passagem para a preparatória, os meus pais foram fazer o meu Bilhete de Identidade e qual não foi o espanto quando verificaram que afinal o nome que constava no registo era Sílvia e não Silvina. Tal foi a teimosia do homem que acabou por se enganar.
Foi assim, que aos 9 anos, passei de Silvina para Sílvia, para felicidade minha.
Eu chamo-me Silvina. Meu Avô que tanto amava e amo, chamava-se Silvino. Por ser a 1ª neta fiquei, com orgulho, com o mesmo nome. Nunca fui infeliz por isso. Somos o que queremos ser e não o que o nome dita.
Olá Silvina
Este post não tinha qualquer intenção depreciativa relativamente ao nome, mas somente relatar um episódio da minha infância. Também acredito que, mais do que pelo nome, somos o reflexo do nosso carácter, das nossas vivências e relações. Por isso, apesar de não ser o nome pretendido pela minha família, ao contrário do seu caso, também teria vivido perfeitamente com ele, caso não tivesse acontecido esse erro por parte da Conservatória.