Palavras. Essas ferramentas que usamos e abusamos no nosso dia a dia, que por vezes surgem em abundância e em algumas situações parecem perdidas no nosso inconsciente.
Quantas vezes imaginamos momentos, preparamos discursos, elaboramos frases para serem ditas na altura certa e aí elas nos faltam. Ficamos gagos, muitas vezes sem conseguirmos articular meia dúzia de palavras com sentido. Ou então, bloquemos, impotentes, sem capacidade para fazer ecoar qualquer som.
Salomão dizia que “a palavra branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.” Saber como dizer as coisas e quando dizê-las é pois um dom quem nem todos temos, o que me faz recordar uma pequena história, com a qual esbarrei no universo da net. No essencial mostra-nos que, em muitos casos, mais importante do que a mensagem que queremos fazer passar, são as palavras que usamos como veículo para a sua transmissão.
O Dom da Palavra
Certa vez, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Ele acordou assustado e mandou chamar um sábio para que interpretasse o sonho.
“Que desgraça, Senhor!” –exclamou o sábio.”Cada dente caído representa a perda de um parente de Vossa Majestade!”.
“Mas que insolente” –gritou o sultão. “Como se atreve a dizer tal coisa?!”
Então, ele chamou os guardas e mandou que lhe dessem cem chicotadas. Mandou também que chamassem outro sábio para interpretar o mesmo sonho.
O outro sábio chegou e disse: “Senhor, uma grande felicidade vos está reservada! O sonho indica que ireis viver mais que todos os vossos parentes!”.
A fisionomia do sultão se iluminou e ele mandou dar cem moedas de ouro ao sábio.
Quando este saía do palácio um cortesão perguntou ao sábio: “Como é possível? A interpretação que você fez foi à mesma do seu colega; no entanto, ele levou chicotadas e você moedas de ouro!”.
“Lembre-se sempre” – respondeu o sábio. “Tudo depende da maneira de dizer as coisas, e esse é um dos grandes desafios da Humanidade. É daí que vem a felicidade ou a desgraça; a paz ou a guerra. A verdade deve ser dita sempre, não resta a menor dúvida, mas a forma como ela é dita, é que faz a grande diferença”.
(Auto desconhecido)
gostei muito dessa palavra . fik na paz