Um passo em frente

‘Caim’ de Saramago

Outubro 20, 2009 · Deixe um comentário

Como se a polémica não fosse mesmo o objectivo! É apenas o resultado de uma estratégia bem pensada e montada. Ou não fosse Saramago hábil neste tipo de artimanhas. Deve estar a divertir-se à grande bem sentado na sua pol…trona. Enquanto isso a curiosidade é aguçada em relação ao novo livro. É como diz o ditado, quem não sabe vender, que feche a loja.

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A propósito de Maitê Proença e de Miguel Sousa Tavares

Outubro 15, 2009 · Deixe um comentário

Acho muita piada ao facto de alguns defenderem que tudo pode ser alvo de comédia. Pode-se brincar com as dores dos outros. Pode-se ofender, de forma gratuita, a cultura e valores de um determina…do povo. Pode-se fazer tudo e mais alguma coisa. Desde que seja humor.
À reacção dos portugueses vem assim contrapor-se Miguel Sousa Tavares. Para quem, e passo a citar: “É uma reacção provinciana dos portugueses. Somos um povo sem capacidade de humor e autocrítica”. O Dr. Miguel Sousa Tavares é de facto a pessoa mais bem humorada que eu conheço.
Para quem se apresenta sempre sisudo e com críticas constantes, enquadra-se perfeitamente no perfil que ele próprio traça dos portugueses. Tanto que, e como ‘bom’ português que é, reagiu da forma como reagiu quanto um blogue revelou a…s estranhas coincidências do seu livro ‘Equador’com um outro, com o título ‘Cette nuit la liberté’.
Pois é, sr. Dr. para falar dos outros estamos cá nós. Quando nos toca é que já é mais tramado.

P.S. Mas mais do que a palhaçada da Maitê Proença, causa-me repulsa o aproveitamento de dramas pessoais para se fazer humor, como foi o caso, entre outros, do desaparecimento de Madeline. Lembro-me também ao nível regional de se fazer piada, num programa humorístico radiofónico, pelo facto de uma determinada pessoa ter recorrido à Braquiterapia, uma técnica que consiste na introdução de sementes radioactivas, no combate ao cancro da Próstata. Julgo que a piada não ofendeu apenas a pessoa visada, mas também todos aqueles que são tocados directa ou indirectamente por esta doença. Devo dizer que, tendo o meu pai falecido há pouco tempo por Cancro sa Próstata, não achei mesmo nenhuma piada. Penso que não fui a única.

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Paixão

Outubro 9, 2009 · Deixe um comentário

Essa paixão que me deixa apaixonado
amor do me coração
tanto tempo esperado
Porquê te amar
sem ser amado
tu que me abandonáste
não sabes o que é ser abandonado

(poema de 1900 e troca o passo)

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Flashback

Outubro 9, 2009 · Deixe um comentário

Triste não estou,
mas apetece-me chorar,
pois tudo o que para trás ficou
não pode mais voltar

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E agora?

Outubro 8, 2009 · Deixe um comentário

E agora? Perguntas tu, tentando encontrar nos meus olhos a resposta que te faça sair desse estado de aflição. Agora, respondo eu, nada podemos fazer, a não ser esperar juntos, de mãos dadas, que a tormenta passe e deixe ficar no meio do caos uma pequena semente que nos permita germinar de novo.

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Agosto 26, 2009 · 1 Comentário

>Sinto que o meu tempo foge-me das mãos. Que saudades de uns minutos só para mim!

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Mercado Quinhentista 2009

Junho 24, 2009 · Deixe um comentário

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Tudo uma questão de tempo

Maio 20, 2009 · 3 Comentários

O que é o tempo senão a soma de momentos, alguns que se quer perdurar no próprio tempo, outros que se quer banir por toda a eternidade. Neste momento, os meus momentos fazem-se de tempos fugazes, entre trabalho e o ritmo de um semestre na recta final. Talvez, daqui a um tempo, tenha mais tempo para deliciar outros momentos e outros tempos que não sejam os de estar agarrada aos livros para estudar.

Aos meus amigos, um grande abraço pelo apoio que me dão.

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Actualização

Março 15, 2009 · Deixe um comentário

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Queixas e queixinhas

Março 15, 2009 · Deixe um comentário

Li há dias, numa revista que não costumo comprar e da qual já nem me lembro o título, um artigo sobre uma estratégia para evitar as queixas. O truque consistia somente em usar uma pulseira. Sempre que queixa saía teríamos que mudar a pulseira de pulso. A meta era atingir 21 dias com a pulseira no mesmo braço. Impossível, pensei eu, fazendo uma retrospectiva ao meu dia. De facto, queixamo-nos imenso, muitas vezes sem qualquer necessidade. Encontramos nas queixas uma forma de canalizar as nossas energias negativas, como se deste modo resolvessemos grande coisa. Muitas vezes apenas conseguimos agravar situações já de si complicadas. Não cheguei a testar a estratégia, mas senti-me tentada, até porque a ‘técnica’ surge ao mesmo tempo em que a minha professora de psicologia insiste na assertividade como a melhor característica do ser humano para expor ou resolver qualquer situação e as queixas, pelo menos na sua forma mais comum, a do desbafo a terceiros, estão muito longe de um comportamento assertivo. Registei todas estas dicas e prometi a mim mesma colocá-las em prática, mas a tomada de consciência de certas realidades é por vezes mais fácil do que os procedimentos. Continuo a apanhar-me enrolada no rol de queixas, a diferença é que elas são seguidas de um sentimento de culpa que espero venha a contribuir para uma mudança lenta, mas benéfica.
Sílvia Ornelas

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